quarta-feira, 13 de abril de 2011

Meias verdades Meias bobagens e Meias atitudes...


"Sexo é integração, Não é abuso, Não é serviço Seu corpo forte e bonito, Não é só por isso, Pré-requisito Pra minha satisfação, Pode ser, Pode ser bom, E pode ser, Pode ser não, Carinho é sensação Não é capricho... (Quando o sexo acaba tudo desaba, É uma questão de construção... E o que Pode ser bom, sim Às vezes pode ser que não... ) " Musica de Zelia Duncan !

Amores sem compromissos... Amores submissos... Amores proibidos... Amores sem objetivos. Vivemos em uma eterna procura incansável por sonhos que quase sempre nunca realizamos. Eu particularmente, sonho na firmeza de um sentimento puro, único, verdadeiro que seja repleto de compreensão tolerância e respeito; mais o vazio das pessoas, a todo tempo me desanima e me enche de duvidas e incertezas; as pessoas necessitam de mais satisfação de alegrias. Eu desejo voar, e ultrapassar a barreira da duvida, do medo; e chegar alem do mar. “As pessoas precisam viver com mais emoção, precisamos todos de uma dinâmica orgânica, repleta de sensações, sabores, cheiros, flores...!” Ahh... Pobres corações, eles não tem culpa de tudo isso...! Por que será que sempre criamos sentimentos fracassados que nos conduzem a total, descontrole funcional da alma, da razão, da mente e principalmente do coração? Com esses fracassos, sempre nos tornamos refém dos nossos próprios atos, aprisionando desejos inquietantes e sufocantes por medo de sofrer e sofre novamente..! Assim sendo, ou sendo assim ficamos presos e resumidos e limitados. Buscamos a cada dia a distancia da temida solidão, que nos amedronta dia a pós dia, e que a cada dia temos a certeza de que realmente ficaremos sozinhos mesmo. As pessoas precisam urgentemente, Viver suas liberdades sem medo de ser feliz, para que possam amar de verdade e sentir alguma emoção dentro dos seus corações...! À noite lá fora nos fascina, e nos hipnotiza instantaneamente; e nos convida para um caminho encantador que fascina os mais fracos de espírito, em meio a roupas de marcas, dinheiro... E da promiscuidade! É a chamada noite das luzes, onde depois, da noite das exposições de carros jóias, dinheiros e etc... Sempre é chegada à hora em que as luzes se apagam, e tudo volta ao que era antes, e quando tudo se apaga, caímos na triste e solitária realidade da vida, é justamente nessa hora, que sabemos que o que sonhamos almejamos e desejamos não se encontra em noites fúteis e vazias como essas; repleta de pessoas pequenas que só dão valor apenas ao sexo e a $"imagem social"$. Precisamos urgentemente, viver a nossa liberdade, amar de verdade e fazer pulsar em nossos corações, emoções únicas, verdadeiras, que possa nos trazer grandes lembracas, para que no final de nossas vidas possamos ter lembracas positivas de momentos que verdadeiramente valeram a pena.


Paulo Henrique
A felicidade esta na crença de quem pensa, e não alimenta meias verdades meias bobagens e meias atitudes.

O Impulso


O Impulso Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase sempre que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais, nem sempre meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime. (muitas vezes) Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro ainda. Ou nunca serei.

Clarice Lispector

Metade Osvaldo montenegro


Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste. Que a pessoa que eu amo seja sempre amado, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei... Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.